CULTURA ORDINÁRIA E ARTE MARGINALIZADA: O FUNK PAULISTA COMO EXPRESSÃO INTERSECCIONAL DA JUVENTUDE PERIFÉRICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8274

Palavras-chave:

Funk, Interseccionalidade, Cultura Urbana, Análise Literária, Juventude Periférica

Resumo

O presente artigo visa analisar sociologicamente as composições musicais de quatro artistas representantes do funk paulista, sendo eles: o MC Hariel, a MC Dricka e as Irmãs de Pau. Considerando o longo histórico de criminalização em torno do gênero e fundamentando-se na metodologia de estudo analítico do poema proposta por Antonio Candido (2006), bem como no conceito de estrutura de sentimentos desenvolvido por Raymond Williams (1979), a presente análise se dedicará ao exame das reivindicações expressas pelos jovens inseridos no universo do funk a partir da análise das letras das músicas. A seleção dos artistas foi realizada com base no princípio da interseccionalidade, ferramenta teórico-crítica proposta por Patricia Hill Collins (2022), que visa compreender de que forma as inter-relações entre diferentes formas de opressão se manifestam na materialidade. Por sua vez, a escolha das seis músicas foi pautada no diálogo com os temas primordiais discutidos neste trabalho, como a escassez econômica, o preconceito racial e as questões de gênero e sexualidade. Nesse contexto, as trajetórias biográficas dos MCs selecionados proporcionaram um panorama sobre os anseios e aspirações da juventude periférica paulista e as suas relações com as questões de raça, gênero e sexualidade, na medida em que compreendemos esses artistas como intérpretes da realidade na qual eles estão inseridos.

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Biografia do Autor

Gabriela Mariah Nascimento de Souza, Universidade de São Paulo

Mestranda no Programa de Sociologia na Universidade de São Paulo (USP). Graduada em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp (Unesp/FFC-Marília) e atual mestranda  da USP. Possui interesse nos debates que abordam a juventude periférica, sociologia da cultura, culturas juvenis e o funk. Conta com publicações em periódicos nacionais. E-mail: gabrielamariah@usp.br 

Elisângela da Silva Santos, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP)

Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp/FFC-Marília), professora da mesma universidade, no Departamento de Sociologia e Antropologia. Possui interesse nas discussões sobre literatura e arquivo na América Latina; literatura e sociedade; Sociologia da Infância e da Juventude; Sociologia da Educação. Atualmente pesquisa o diálogo epistolar de José Enrique Rodó. 

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Publicado

2026-07-27

Como Citar

Souza, G. M. N. de, & Santos, E. da S. (2026). CULTURA ORDINÁRIA E ARTE MARGINALIZADA: O FUNK PAULISTA COMO EXPRESSÃO INTERSECCIONAL DA JUVENTUDE PERIFÉRICA. Linguagens, Educação E Sociedade, 30(63), 1–30. https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8274

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