NARRAR A VIDA E A PROFISSÃO DOCENTE: VISÕES SOBRE OS PROCESSOS FORMATIVOS E AS SENSIBILIDADES
DOI:
https://doi.org/10.26694/rles.v30i62.5734Palavras-chave:
Pesquisa narrativa (auto) biográfica, História cultural, Relatos de experiênciaResumo
Relatos de experiência são utilizados como fonte de pesquisa e reflexão sobre as sensibilidades e os processos educativos que permeiam o ser-saber-fazer docente. Esses relatos foram tecidos como produto da participação das docentes em um curso de extensão. Elas elaboraram um relato de experiência com base em categorias teóricas abordadas no curso, fundamentadas em suas trajetórias (auto) biográficas. Isto posto, o objetivo deste ensaio consiste em analisar os relatos de experiência de duas cursistas de extensão no tocante às suas trajetórias autobiográficas, em especial os processos educativos e as sensibilidades envolvidas no ato de elaboração da narrativa. A pesquisa foi desenvolvida sob as lentes teórico-metodológicas da pesquisa autobiográfica em Educação e da história cultural, fundamentada na abordagem qualitativa de pesquisa. Gaia e Deméter são professoras nordestinas, pesquisadoras da área de Geografia, migrantes, e têm formação nas mesmas instituições. Suas narrativas evidenciam experiências formativas diferentes, que, clivadas pelas sensibilidades, as moveram para a reflexão acerca de suas práticas profissionais. Neste sentido, sublinhamos o potencial dos relatos de experiência na produção de conhecimento e na oportunidade de suscitar reflexão sobre os variados espaços formativos e os sentidos e significados produzidos pelos docentes para suas experiências formadoras. Ademais, o argumento de que o ato de educar deve considerar as emoções, os sentimentos e as sensibilidades, de modo que a educação deve ser adutora e transformadora, encaminhar para a reflexão da vida, do trabalho e da formação, ou seja, conduzir para fora de si.
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