"LA VILLA TAMBIÉN TIENE REPERTORIO”: POESÍA PERIFÉRICA JUVENIL COMO ACONTECIMIENTO DISCURSIVO

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8321

Palabras clave:

poesía periférica juvenil, acontecimiento discursivo, posición-sujeto, interpelación ideológica, jóvenes de las periferias

Resumen

Este artículo aborda la poesía periférica juvenil como práctica cultural de resistencia y producción de sentido en las periferias urbanas. El problema central investiga de qué modo esta poesía, en tanto acontecimiento discursivo, tensiona las desigualdades sociales y produce desplazamientos en los sentidos hegemónicos atribuidos a las juventudes y al territorio periférico. El objetivo consiste en analizar el funcionamiento discursivo de estas prácticas poéticas, considerando la articulación entre posición-sujeto del discurso e interpelación ideológica en la producción de sentidos y en la inscripción del sujeto joven en el espacio público. El marco teórico se fundamenta en el Análisis del Discurso (AD) materialista, articulado con la perspectiva de la interseccionalidad y con aportes del psicoanálisis. La metodología del AD es cualitativa e interpretativa, analizando el corpus compuesto por los poemas “Eu quero ver, meu bem…”, de Lucas Koka, y “Deslocamento”, de Mel Duarte. Los resultados indican que la poesía periférica juvenil funciona como práctica discursiva performativa en la cual la intersección de clase, raza, género, generación y territorio atraviesa la posición-sujeto, y donde la corporalidad y la voz operan como instrumentos de agencia política, desafiando estigmas. Se concluye que el tensionamiento de las desigualdades y el desplazamiento de los sentidos hegemónicos operan precisamente en la falla de la interpelación ideológica, donde el sujeto juvenil reinscribe su posición en el discurso, resignificando la periferia como territorio de saber, memoria y afecto, permitiendo a los jóvenes de las periferias urbanas la reinvención del presente y la ampliación de horizontes futuros.

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Biografía del autor/a

Graziela Kantorski, Universidade Federal da Bahia (UFBA)

 Magíster en Educación y Contemporaneidad por la Universidade do Estado da Bahia (UNEB/PPGEDUC). Doctoranda en Educación en la Universidade Federal da Bahia (UFBA/PGEDU). Integrante del grupo de investigación Media/Memoria, Educación y Ocio (MEL). Revisora de materiales didácticos en la Superintendência de Educação a Distância (SEAD/UFBA).

Nilson Weisheimer, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Bacharel em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pós-Doutor pelo Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). Professor Associado do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Professor Permanente do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais (PPGCS / UFRB ). Líder do Núcleo de Estudos em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural (NEAF / UFRB / CNPq) e do Observatório Social da Juventude (OSJ / UFRB / CNPq). Editor Executivo da Revista Princípios. Recebeu o Prêmio CAPES de Teses de Sociologia em 2010. Atualmente exerce a função de Coordenador de Criação e Inovação (CINOVA), da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Criação e Inovação (PPGCI), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Coordenador institucional da UFRB no PROEXT - PG CAPES.

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Publicado

2026-08-27

Cómo citar

Kantorski, G., & Weisheimer, N. (2026). "LA VILLA TAMBIÉN TIENE REPERTORIO”: POESÍA PERIFÉRICA JUVENIL COMO ACONTECIMIENTO DISCURSIVO. Lenguaje, Educación Y Sociedad , 30(63), 1–30. https://doi.org/10.26694/rles.v30i63.8321

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