Os camponeses e as frentes de serviços emergenciais de combate aos efeitos da seca no Meio-Norte (décadas 1970-1990)
DOI:
https://doi.org/10.26694/rec.v13i1.9279Palavras-chave:
Seca, Meio-Norte, camponeses, populações rurais, frente de emergênciaResumo
A seca é um fenômeno climático recorrente em diversas regiões do mundo, afetando especialmente as populações rurais que dependem da agricultura e da pecuária para sua subsistência. No Brasil, a região Nordeste é uma das mais vulneráveis a esse problema, enfrentando secas prolongadas que causam impactos ambientais e socioeconômicos significativos. O Estado, ainda sob o contexto da Ditadura Militar, implementou diversas políticas públicas ao longo das duas décadas, entre a ditadura e a redemocratização para combater os efeitos da seca na tentativa melhorar a qualidade de vida das populações afetadas. Uma dessas políticas foi a criação das frentes de emergência, que atuaram em três linhas distintas: fornecimento de água e alimentos, implementação de medidas sanitárias e de saúde, e intervenção na produção de bens essenciais. Este trabalho tem como objetivo analisar a história das frentes de emergência no Meio-Norte do Brasil, destacando suas principais ações e impactos na vida das populações rurais afetadas pela seca entre as décadas de 1970 e 1990. Para tanto, serão utilizados dados e informações de fontes serão utilizados dados e informações de fontes primárias e secundárias, incluindo relatórios governamentais, estudos acadêmicos e entrevistas com quem vivenciou na época. Espera-se que este estudo contribua para uma melhor compreensão dos desafios enfrentados pelas populações rurais em regiões afetadas pela seca e das políticas públicas que podem ser implementadas para mitigar seus efeitos.
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