CIÊNCIA E EXCLUSÃO
BARREIRAS EPISTÊMICAS E A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NO CONHECIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i32.8043Resumo
Este artigo apresenta uma análise crítica da produção do conhecimento científico a partir da perspectiva da epistemologia feminista, investigando as barreiras epistemológicas e sociais que historicamente limitaram a participação e o reconhecimento das mulheres na ciência. Partindo da problematização da suposta neutralidade científica, o estudo discute como estereótipos de gênero e relações de poder influenciaram práticas científicas, critérios de validação do saber e a desvalorização de experiências femininas. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica de autores da filosofia da ciência e do feminismo, com destaque para os conceitos de injustiça epistêmica, conforme proposto por Miranda Fricker, especialmente nas modalidades testimonial e hermenêutica. Metodologicamente, o trabalho baseia-se em levantamento e análise crítica de literatura, articulando debates teóricos sobre ciência, gênero e exclusão epistêmica. Os resultados evidenciam que a marginalização das mulheres no campo científico não se restringe ao acesso institucional, mas envolve também mecanismos simbólicos e conceituais que afetam a produção, transmissão e reconhecimento do conhecimento. Conclui-se que a epistemologia feminista oferece ferramentas teóricas relevantes para questionar tais exclusões e contribuir para a construção de uma ciência mais inclusiva, plural e socialmente responsável.

