MARX, BAUMAN E FRANKFURT
UMA INTRODUÇÃO À DISCUSSÃO MODERNA SOBRE A DIALÉTICA ENTRE 'ALIENAÇÃO' E 'EMANCIPAÇÃO' NA SOCIEDADE CAPITALISTA E PÓS-CAPITALISTA
DOI:
https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i32.7979Resumen
O trabalho tem o objetivo de evidenciar a complexa relação entre alienação e emancipação em Marx, Bauman e os frankfurtianos, observando se é factível encontrar semelhanças em suas abordagens sobre a emancipação de causas em níveis macro e microcosmo do corpo cívico que resultam em um ser acrítico. Assim, analisaremos a subversão e até que ponto a deturpação da consciência dos indivíduos é perceptível em um mundo dominado pela presença de estruturas que cobiçam desinteressá-los de sua própria autonomia. Adrede, será feita uma relação entre a percepção de Marx sobre as circunstâncias dos operários das “escolas” de sua época, para demonstrar a importância de uma visão pragmática do contexto histórico-social e de uma perspectiva de um ser capaz de captá-la. Ademais, iremos aprofundar a visão de Marx em um passeio pela concepção neomarxista da Escola de Frankfurt, principalmente do seu estudo sobre o comodista moderno que culminou na gênese da Teoria Crítica, ressaltando até que ponto a mídia é capaz de modificar o ser, limitando-o a um inerte cognitivamente, à medida que a Indústria de Massa passa a controlar o homem e todas as suas relações. E como isso foi fundamental para compreender a atual realidade que Bauman afirma ser líquida e com relações efêmeras, principalmente a alienação do ser consigo mesmo. A pesquisa demonstra como a complexa relação do ser com o anseio pela libertação e, ao obtê-la, prefere abjurá-la como meio de fugir das responsabilidades está presente imemorialmente e como a tentativa de compreendê-la é necessária para revitalizá-la, pois a mudança da liberdade não é externa ao indivíduo, mas presente na natureza, deixando de lado um juízo de valor bom ou ruim; mas compreendendo o valor transformativo intrinsecamente e expondo seu alcance psicológico - principalmente na subversão identitária do paradigma preestabelecido da visão da participação na sociedade líquida.

