ENTRE LOUCURA E RAZÃO: EXCLUSÃO DO OUTRO NO DEBATE POLÍTICO
DOI:
https://doi.org/10.26694/cadpetfilo.v16i32.7976Resumen
Ao longo do tempo, a loucura tem sido utilizada não apenas como uma categoria médica ou psicológica, mas também como um poderoso dispositivo de controle social e deslegitimação. Rotular alguém como louco ultrapassa os limites do campo da saúde e se torna uma estratégia eficiente para silenciar, desqualificar opiniões e invalidar discursos. A construção simbólica da loucura, portanto, revela-se não apenas como um diagnóstico, mas como um mecanismo de repressão, que sustenta e legitima narrativas capazes de reforçar estigmas e discursos preconceituosos. No cenário político contemporâneo, os mecanismos de exclusão não se manifestam apenas de forma direta, mas cada vez mais por meio de estratégias discursivas sutis e sofisticadas. A escolha de palavras, os termos empregados, as omissões e os enquadramentos específicos tornam-se instrumentos eficazes de marginalização, contribuindo para que determinados grupos sejam sistematicamente colocados à margem da sociedade.

