Campesinato no pós-abolição do Piauí: migrantes da seca, populações negras e indígenas (1888-1940)
DOI:
https://doi.org/10.26694/rec.v13i1.9278Keywords:
Trabalho e disciplina, Pós-abolição, Piauí, CampesinatoAbstract
Em busca de compreender o corpo populacional do campo do Piauí no pós-abolição, o presente trabalho congregou os mais diversos dados para explorar os impactos do fim da escravidão na população negra piauiense. Sob os aspectos de trabalho e disciplina no recorte geográfico estipulado, a pesquisa se propôs a entender os complexos processos econômicos, políticos e sociais que se moldaram às demandas do fim da escravidão, dimensionar os mundos do trabalho da população piauiense, tendo em foco a população negra, e trazer uma nova nomenclatura ao grupo analisado pela pesquisa, o campesinato. Enquanto maior incidência nas fontes angariadas pela pesquisa (Rol de Culpados do Piauí, o Livro de Indicações de Detidos da Cidade de Teresina e o Recenseamento de 1940), o campesinato se mostrou de extrema relevância à escrutinação de sua incidência no pós-abolição, como também sua formação, anterior a qualquer política republicana. Coligando as perspectivas de trabalho do campesinato piauiense às perspectivas de pedagogia ao trabalho do Estado, nos deparamos com o que parece ser um movimento de imobilismo social na terra, direcionados às populações campesinas, como também uma diversidade racial muito mais plural das populações que compõem o trabalho agrícola no Piauí.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Chrigor Libério

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Todo o conteúdo publicado pela Revista Contraponto está licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição–Não Comercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0).
Essa licença permite o compartilhamento, a reprodução, a distribuição e a adaptação dos trabalhos publicados, desde que seja devidamente atribuída a autoria e indicada a publicação original nesta revista. É vedada a utilização do conteúdo para fins comerciais.
Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, concedendo à revista o direito de primeira publicação, comprometendo-se a respeitar as condições estabelecidas na referida licença.