ARRANJO INSTITUCIONAL E GOVERNABILIDADE
Os Mecanismos da Estabilidade Presidencial no Uruguai (1985-2024)
DOI:
https://doi.org/10.26694/2317-3254.rcp.v14i1.8251Palabras clave:
múltiplo voto simultâneo, estabilidade presidencial, voto conjunto, Instituições Políticas, UruguaiResumen
O artigo analisa as causas da alta estabilidade presidencial no Uruguai desde 1985, ano de sua redemocratização, até 2024, focando em mecanismos como Múltiplo Voto Simultâneo, Voto Conjunto e a atribuição constitucional que confere ao vice-presidente do país a presidência do Senado. Para tal, a metodologia empregada foi qualitativa, com uso de process-tracing e entrevistas semiestruturadas junto a acadêmicos e autoridades uruguaias, realizadas in loco em Montevidéu, no Uruguai, permitindo rastrear processos causais e corrobora-los por meio das entrevistas. O estudo foi dividido em três seções: fundamentação metodológica, revisão bibliográfica e análise das entrevistas. Os resultados demonstram que o arranjo institucional uruguaio exerce influência decisiva na permanência dos mandatários, com destaque para os efeitos estabilizadores do Múltiplo Voto Simultâneo, do Voto Conjunto e do papel exercido pelo vice-presidente no Senado, ao criar uma cadeia estabilizadora que fortalece, principalmente, os partidos políticos. A pesquisa contribui para preencher uma lacuna substantiva na literatura ao buscar identificar as causas da permanência presidencial uruguaia, oferecendo possibilidades de reflexões sobre a relevância de instituições fortes em um contexto global de crescente despolitização e ameaças aos regimes democráticos.
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