O 68 dos estudantes: a invenção de um ano que teimava em não terminar
DOI:
https://doi.org/10.26694/rec.v21i1.9475Palavras-chave:
1968, Movimento Estudantil, Memória, DiscursosResumo
O artigo se propõe a identificar as estratégias que inscreveram nas manifestações dos estudantes de 1968 uma espécie de medida final para o movimento estudantil das décadas posteriores. Por que aquele ano demorou tanto para terminar? O que garantia a vitalidade do “modelo” de ME desenvolvido nesse ano? Estas questões estão na base da problematização deste texto. Trata-se de uma contra-história do movimento estudantil de 68 que quer duvidar da prática discursiva que fez emergir um tempo infinito e desorganizá-la. Estilhaçar o mito para encontrar em seus fragmentos o que não aparece sob a capa da memória oficial que se estabeleceu sobre 68, para entender porque e como ele, afinal, acabou aprisionando a alteridade de movimentos juvenis subsequentes e condenando-os a vagar por um salão de espelhos, com uma visão hipnótica de um eu forçado a sempre ser o mesmo ao longo do tempo.
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