Telenovela como mediação cultural: hegemonia e fissuras

Autores

  • Shallana Victoria Barbosa Araújo Mestranda em História do Brasil pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Piauí - PPGHB UFPI (2026-2028). Bolsista CAPES. Graduada em História pela Universidade Federal do Piauí (2024). Membro do Núcleo de Pesquisa em História e Memória do Piauí (NUPEM UFPI).
  • Paula Guerra Professora Associada ao Programa de Pós-Graduação em História do Brasil da Universidade Federal do Piauí (PPGHB-UFPI). Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (IS-UP) e Griffith Centre for Social and Cultural Research.

DOI:

https://doi.org/10.26694/rec.v21i1.9467

Palavras-chave:

Telenovela, Mediação Cultural, Recepção

Resumo

O presente artigo analisa a telenovela brasileira na década de 1970 enquanto um dispositivo de mediação cultural, operando entre o projeto de modernização do regime civil-militar (1964–1985) e as apropriações cotidianas da audiência. Apoiando-se no referencial de Jesús Martín-Barbero (2003), Esther Hamburger (2005), Renato Ortiz (1985) e Marcos Napolitano (2001), o estudo compreende a teledramaturgia para além do entretenimento, tratando-a como um produto da indústria cultural capaz de articular padrões simbólicos entre diferentes instâncias — Estado, mercado e público — produzindo tanto mecanismos de hegemonia quanto possibilidades de fissura e reinterpretação. Metodologicamente, a pesquisa examina fontes hemerográficas das revistas Manchete e Sétimo Céu, investigando a recepção, circulação e discursos produzidos em torno das novelas no período. Demonstra-se que a imprensa atuou como extensão da narrativa televisiva, diminuindo as fronteiras entre ficção e realidade e revelando a telenovela como um fórum cultural complexo sobre a sociedade brasileira em um contexto de intensas transformações políticas, culturais e comunicacionais.

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Publicado

2026-09-30

Como Citar

Barbosa Araújo, S. V., & Guerra, P. (2026). Telenovela como mediação cultural: hegemonia e fissuras . Contraponto, 21(1). https://doi.org/10.26694/rec.v21i1.9467

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