Jomard Muniz de Brito, intérprete do Brasil: ensaios culturais como instrumentos para a escrita historiográfica brasileira.

Autores

  • Fábio Leonardo Castelo Branco Brito Universidade Federal do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9438

Palavras-chave:

Historiografia, Cultura, Brasil, Jomard Muniz de Britto

Resumo

O artigo propõe um estudo dos ensaios culturais escritos pelo filósofo e ativista cultural pernambucano na década de 1960 como materiais capazes de compor uma historiografia do Brasil e de sua cultura. Elaborados no contexto localizado entre 1964 e 1966, apresentam, em suas ideias, traços de demandas intelectuais e sociais do Brasil do período, que vão desde a tomada da cultura como instrumento para promover uma “educação de base” até a tentativa de promover uma arqueologia da cultura brasileira. Os materiais utilizados são os ensaios Contradições do homem brasileiro (1964) e Do Modernismo à Bossa Nova (1966), a partir dos quais se propõe que Jomard Muniz de Britto atuaria como intérprete do Brasil, possível de ser colocado na esteira de intelectuais de seu tempo, como Caio Prado Júnior e Gilberto Freyre. Do ponto de vista teórico e historiográfico, o texto é amparado nas obras de Teresinha Queiroz, Carlos Guilherme Mota, Michel Foucault e Reinhart Koselleck.

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Publicado

2026-09-29

Como Citar

Brito, F. L. C. B. (2026). Jomard Muniz de Brito, intérprete do Brasil: ensaios culturais como instrumentos para a escrita historiográfica brasileira. Contraponto, 15(1). https://doi.org/10.26694/rec.v15i1.9438