Vivências de enfermeiras intensivistas neonatais durante a pandemia de COVID-19: estudo fenomenológico
DOI:
https://doi.org/10.26694/reufpi.v15i1.8422Resumo
Objetivo: Compreender as vivências de enfermeiras intensivistas neonatais durante a pandemia de COVID-19 à luz da fenomenologia de Patrícia Benner. Método: Trata-se de um estudo fenomenológico, fundamentado no referencial teórico-metodológico de Patrícia Benner e na filosofia existencial de Martin Heidegger, por meio de um caso paradigmático que emergiu dessa experiência, aprovado pelo Comitê de Ética, sob Protocolo 4.665.149. Realizaram-se entrevistas entre maio e setembro de 2021 com oito enfermeiras intensivistas neonatais. A análise hermenêutica seguiu as fases: unidade temática, busca de semelhanças e diferenças e identificação de casos paradigmáticos. Resultados: Emergiram dois grandes temas: “Significados do cuidar em UTIN” e “Enfrentamento da pandemia”. O caso “enfermeira Lavanda” destacou-se por apresentar elevado nível de preocupação com o outro, evidenciando abertura fenomenológica, devir e desvelar-se. As vivências revelaram essencialmente o contraponto entre as tensões e o desejo de cuidar humanizado, além das limitações impostas pela pandemia, gerando ressignificação da prática profissional em um tempo de crise. Conclusão: Desvelou-se o fenômeno da preocupação com o outro e ser-com-outros-no-mundo-da-UTIN, orientando o processo de significação com afetividade, comprometimento e responsabilização. A pandemia fez com que houvesse uma intensificação de dilemas éticos e existenciais, mas também fortaleceu a identidade profissional e o sentido do cuidar neonatal.
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